Uma crise moral, econômica e recessiva, provoca muitas coisas. Uma delas e talvez a pior de todas, seja o desemprego. É algo que massacra, que leva o ser humano ao devaneio, a tristeza profunda.
Não há horizonte possível, que dê alguma esperança a um ser humano. O Brasil hoje conta com cerca de 13 milhões ou mais de pessoas desempregadas. São milhões de mesas com uma alimentação frágil. São milhões de crianças e jovens com um olhar parado na hora das refeições e que tem que se submeter a uma realidade humilhante.
Não há força possível e muitas vezes nem vontade de voltar para casa. Principalmente para um trabalhador que há poucos meses estava inserido na produção e que no intervalo da sua jornada de trabalho, havia pelo menos espaço para uma boa conversa, mesmo que fosse sobre seu time que vive uma crise de derrotas.
O desemprego se reflete nos processos de negociação salariais, torna o movimento sindical frágil e o desmobiliza. O capital por sua vez, se sente mais à vontade com isso, faz suas escolhas perversas. Quem hoje é um número, amanhã pode não ser mais.
São milhões de mãos paradas, sem produzir nada. Quantas pessoas com fome, frio e dor. Quantos procuram no suicídio a saída para a sua crise. Quantos realmente somos afinal? Para o capitalismo parece que o sofrimento dos trabalhadores com o desemprego representa uma vitória.
No entanto, vamos caminhando, vamos tentar buscar cada vez mais liberdade. Quem sabe assim encontramos o nosso caminho para seguir lutando. Porque é difícil encontrar luz na escuridão. Ainda mais quando o sol que nos ilumina descolora a verdade.
Vamos todos à luta e vamos unirmos cada vez mais em busca de uma nova realidade!

Yuri Guermann
Representante da Fenatracoop no Rio Grande do Sul

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