Casos positivos de dengue aumentam 71% em uma semana em Londrina

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Região sul continua sendo a mais crítica, com 155 dos 190 casos confirmados; município segue em risco de epidemia da doença Participantes vão aprender a reaproveitar o óleo de cozinha usado, para conquistar uma fonte de renda e contribuir com o meio ambiente

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou, na manhã desta quinta-feira (28), o boletim com os dados atualizados sobre a dengue em Londrina. Subiu de 111 para 190 casos confirmados da doença, do início do ano até agora, o que representa um aumento de 71% de uma semana para outra. Com isso, o município continua em situação de risco para um epidemia de dengue. 

A região sul segue sendo a mais crítica, com 155 confirmações; seguida pelo centro, com 14; oeste com dez; norte com seis; e leste com cinco. Não há registros positivos na zona rural. Das 2.005 notificações, ainda há 1.508 casos em andamento, aguardando o resultado de exames laboratoriais e 757 foram descartadas. 

Até o momento, foram registrados 11 casos do sorotipo II da doença, que pode provocar maiores complicações e óbitos, nas regiões sul, leste, norte, centro e oeste. Além disso, 10 pacientes precisaram ser internados em decorrência da doença em Londrina, sendo dois em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, ressaltou, em entrevista coletiva, que os números são vistos com preocupação, contudo se for feito um recorte em relação aos casos confirmados e notificados, é possível observar que na última semana nenhum caso dos notificados neste período se confirmou como dengue. “Isso quer dizer que todas as ações e medidas que estão sendo tomadas pela Secretaria de Saúde, em parceria com as demais secretarias e órgãos, tem surtido efeito. Dentre elas o recolhimento de lixos em fundos de vale, mutirões, trabalho em campo dos agentes de endemias e auxílio dos veículos de fumacê, que estão percorrendo todas as regiões da cidade”, disse. 

Ações – O trabalho dos agentes de endemias prossegue em diversos bairros da cidade, principalmente nos mais críticos em relação à dengue. O fucamê está em fase de conclusão do terceiro de cinco ciclos previstos. A ação teve início no dia 16 de fevereiro e deve continuar até concluir o processo. Os veículos e veneno foram cedidos pela Secretaria da Saúde do Estado do Paraná (SESA). 

O objetivo da medida é matar o mosquito em fase adulta, por isso, durante a aplicação é necessário que a população abra as portas e janelas para a entrada do produto nas residências. Também é importante cobrir gaiolas de pássaros e aquários, bem como recolher e armazenar o recipiente de ração e bebedouros de animais e lavá-los após a aplicação do inseticida. O mesmo deve ser feito com os alimentos, que necessitam ser cobertos ou mantidos em locais fechados. Estão circulando em Londrina 10 veículos, os quais permanecerão na cidade pelo tempo necessário.

Sintomas –
 A orientação da SMS é que nos primeiros sintomas da doença, a pessoa se dirija às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), para que o diagnóstico inicial e a notificação sejam feitos. Os hospitais ficam na retaguarda, recebendo os casos que exigem maior atenção e internação clínica. Os principais sintomas incluem a febre alta, dores articulares, musculares e de cabeça, manchas avermelhadas na pele e indisposição.

Texto: Dayane Albuquerque/N.com



Silvio Rodrigues - Editor/Fundador do Site Portal Londrina


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