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Em meio a um cenário político incerto e turbulento, o brasileiro voltou a conviver com o aumento da inflação – prevista para 9,25% em 2021 – e com a elevação dos juros, hoje em 7,75% ao ano. Essa última medida é uma maneira que o Banco Central tem de encarecer o custo de crédito para controlar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Mas, se a população sente os efeitos dessa realidade no preço do gás, dos combustíveis, de alimentos como arroz, feijão e carne, onde é que os empresários sentem as consequências e o que fazer para proteger o patrimônio empresarial?

“É hora de ter cautela na tomada de empréstimos para fazer investimentos e, também, de colocar em prática uma gestão eficiente a fim de reduzir custos para continuar crescendo”, afirma o advogado Jossan Batistute, do Escritório Batistute Advogados, especializado em Direito Patrimonial e Planejamento Sucessório. Uma das alternativas é pesquisar fornecedores diversos para conseguir uma diminuição nos preços dos insumos, quando, por exemplo, a empresa trabalha com matérias-primas em sua produção. Por outro lado, também é possível tentar economizar na energia elétrica e preparar-se para alterar a matriz energética, buscando formas de consumir energia solar.

Mesmo em empréstimos e financiamentos, é possível ter alternativas para cortar gastos. Cada instituição financeira oferece um tipo de taxa. Por isso, pesquisar, nesse caso, faz toda a diferença. “O empresário pode simular cenários, conversar com o gerente do banco, negociar e obter condições mais favoráveis de pagamento, realizar a portabilidade de dívidas para instituições financeiras que cobrem juros e taxas menores, dentre outras medidas. Ademais, deve-se também olhar para o patrimônio e buscar formas de economizar com tributos incidentes sobre o mesmo e sobre as rendas (como aluguel) dele advindas, além, é óbvio, de se antecipar a despesas que são certas no futuro e que podem ser evitadas ou mesmo trabalhadas com planejamento e distribuídas ao longo do tempo.”, observa Jossan.

Manter a saúde financeira de uma empresa em dia, principalmente em tempos difíceis de crise econômica, de acordo com Jossan Batistute, é fundamental para qualquer tipo de sucessão patrimonial: seja uma venda, uma doação ou, até mesmo, uma herança. “Planejar os investimentos, reduzir os custos e manter a empresa com as contas em dia é essencial para fazer com que ela esteja sempre valorizada, não perca valor de mercado e, em caso de necessidade de venda ou compra de quotas, seja um bom negócio”, avalia o advogado.

Via: Fábio Luporini

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